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Ferramentaria moderna está em bom momento econômico

 

Muitos segmentos da indústria se queixam do atual momento econômico. Não é o caso do setor de moldes, que vive bom momento. O Brasil é um país deficiente em informações estatísticas e não existem dados confiáveis que mostrem os números reais do setor. A sensação otimista vem da opinião de lideranças importantes do ramo. “O mercado está indo bem”, testemunha Paulo Braga, presidente da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelações da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Para o dirigente, dois motivos têm colaborado para o desempenho positivo. O primeiro é o Inovar-Auto, programa gerado pelo governo federal para incentivar a nacionalização de modelos de automóveis por parte das montadoras. “Alguns projetos das montadoras estão saindo do papel e o número de encomendas tem aumentado”. O dirigente admite, no entanto, que quem não atende a indústria automobilística pode estar passando por dificuldades. “Temos tido demissões em algumas ferramentarias”.

Outro motivo do otimismo tem sido a forte alta do dólar ocorrida nos últimos meses. “O preço do dólar tem afugentado os transformadores brasileiros dos moldes importados”. O temor provocado pela desvalorização do real tornou as ferramentas nacionais mais competitivas até mesmo perante os moldes chineses, cujos preços para lá de baixos tiraram o sono das ferramentarias brasileiras nos últimos anos.

A boa sensação só é atrapalhada por problemas lamentados pelos empresários do setor há muito tempo. O principal é a baixa rentabilidade com a qual as ferramentarias vêm trabalhando. Sem falar na conjuntura, que apresenta juros altos, crescimento pífio do PIB e outras questões preocupantes, como a tumultuada realidade política. “Estamos atentos, a situação requer cuidados”, resume.

As empresas fornecedoras de porta-moldes e componentes padronizados, termômetros importantes do setor, também não se queixam. “As vendas no primeiro semestre atingiram nossas metas”.

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